Meu caro Emanuel. Sem dúvida que o ADN constitui uma verdadeira «máquina do tempo» que permite reconstituir a genealogia da espécie humana, desde o continente africano até às regiões mais inóspitas do globo. Podia no seu trabalho redigir comentários sustentados nos conceitos estudados, por exemplo, as mutações genéticas, que estão na origem dos marcadores somáticos que Spencer Wells procura localizar (sobretudo nas populações isoladas, e a Índia não foi escolhida por acaso, dado o sistema de castas culturalmente instituído), e que se traduziram em alterações visíveis ao nível fenotípico: recorde-se dos Chukchi do Ártico siberiano. Esqueceu-se da mensagem pedagógica em que culmina todo o documentário: a recusa do racismo a partir da evidência genética de que só há uma espécie humana, o «homo sapiens sapiens», e que o conceito de «raça» não faz qualquer sentido, devendo ser substituído pelo de «etnia». Todos somos literalmente «africanos debaixo da pele».
O seu trabalho é classificado como BOM. Aconselho mais ponderação e rigor na escrita, pois tem capacidade para melhorar.
Reflexão pessoal sobre o documentário- "A jornada do homem"
O documentário da National Geographic Chanel, “A jornada do homem”, dirigido pelo Dr. Spencer Wells, é a tentativa de construir uma árvore genealógica de todo o mundo, através do cruzamento de dados genéticos frutos das recolhas de sangue que o Dr. Spencer Wells fez pelos sítios mais inóspitos do mundo.
Com a visualização deste documentário adquiri o conhecimento que toda a humanidade descende de África, a migração partiu de África para o resto do mundo, mas isto foi feito gradualmente, pois os nossos antepassados demoraram milhares de anos até chegarem aos quatro cantos do mundo. É na perspectiva de que toda a humanidade se originou em África, que surgem os Bosquímanos, o povo que tem os marcadores genéticos mais antigos, o que se pode relacionar como sendo o povo que acabou por originar outros povos diferentes, contudo esses povos estão ligados pelo ADN. O dialecto foi outra pista para o Dr. Spencer Wells, pois os Bosquímanos comunicam por estalidos e sons que emitem.
Fiquei a saber também que, por exemplo o Povo Europeu nasceu como todos os outros povos do mundo, de um pequeno grupo de elementos antepassados dos Bosquímanos, mas a prosperidade de cada povo do mundo só é possível à genética, em concreto as mutações genéticas, pois se a cada geração o ser não fosse aperfeiçoado, muito provavelmente estes povos não teriam conseguido sobrevir, e não teriam originado esta enorme diversidade mundial.
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Comentário à reflexão sobre o documentário A Jornada do Homem
Rui Nunes Kemp Silva | 04-10-2011